Mudei de ares...
agora minhas postagens estão no endereço
http://majoresouza.wordpress.com/
Divirtam-se
15 Abril 2007
02 Abril 2007
Tenho medo...
"O medo não é uma perturbação psicológica. Ele é parte da nossa própria alma. O que é decisivo é se o medo nos faz rastejar ou se ele nos faz voar. Quem, por causa do medo, se encolhe e rasteja, vive a morte na própria vida. Quem, a despeito do medo, toma o risco e voa, triunfa sobre a morte. Morrerá, quando a morte vier. Mas só quando ela vier. Esse é o sentido das palavras de Jesus: “Aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á. Mas quem perder a sua vida, a encontrará.“ Viver a vida, aceitando o risco da morte: isso tem o nome de coragem. Coragem não é ausência do medo. É viver, a despeito do medo."
Rubem Alves
30 Março 2007
O que é espaço geográfico
Mutante, flexivel, ativo, passivo, uno, múltiplo, complexo, social, natural, desigual, conectado, excluido, luminoso, opaco, virtual, humano.
Estas são algumas das palavras que vêm à minha cabeça quando penso no que é espaço.
Esta temática tem me tirado o sono já há algum tempo, sinto que a forma de pensar o espaço precisa ser revista. Mas ainda sou uma aspirante! rsrsrs. Não poderei esgotar esse assunto num único post.
Na verdade, este é o introdutório, onde vou abrir a sala de debates sobre o que é espaço.
Não, melhor, abrir o debate sobre o que queremos que sejo o espaço. Sim, porque tudo o que pensamos nada mais é do que fruto do nosso desejo... Afinal, o espaço (esse espaço) só tem razão de ser para nós, humanos sociais.
Vou apresentar, agora, meu ponto de partida para pensar o espaço. As informações que apresentarei logo abaixo foi extraída de uma aula de Geomorfologia ministrada Pelo Geógrafo Archimedes Perez Filho, professor que destrancou mais uma fechadura que me guardava da reflexão sobre espaço e sobre minha construção de Geografia. Opinem!
Voilá
Finalmente passei pela fase reflexiva introspectiva na qual estava, acho que fazer aniversário faz isso com a gente... Pensamos mais, refletimos sobre nossas vidas, nossas coisas. Foram momentos difíceis, somados a muitas novidades, espectativas, desejos e muito, muito trabalho.
Enfim, descobri o quanto o ócio pode ser criativo, realmente... Ouvia isso e não acreditava, mas é verdade. Explorar a própria mente requer prática e muita habilidade, e agora descobri uma nova etapa, como usar o ócio para a reflexão, como usufruir do silêncio para ouvir seu inconsciênte e como meditar. Parece simples, corriqueiro, nenhuma novidade... Mas é difícil, ao menos pra mim que sou ansiosa e inquieta, exigente comigo mesma. Sempre quero o melhor no melhor tempo com ótimo humor (muito difícil).
No entanto, acima de tudo, descobri uma coisa sobre mim. Eu tenho um ideal de Majore... e é horrível pensar nisso. Eu tenho um modelo pré fabricado de como a Majore deve ser para ser Majore. E descobrir isso aos 27 anos pode ser, num primeiro momento, sinônimo de anos perdidos em angustias. Mas não, descobrir isso aos 27 é sinônimo de que conquistei o resto da minha vida.
E devo grande parte disso ao Rubem Alves! Todas as vezes que leio uma crônica dele algo se abre, expande. Redescubro meu mundo. É um educador mesmo...
Não tenho mais onde chegar, tenho caminhos a percorrer. Não tenho mais um objetivo de vida, tenho a minha vida. Quero viver, porque vou morrer. Quero crescer, porque sou pequena. Quero conhecer, por que sou ignorante. Quero amar, porque tenho muito pra dar.
Agora entendo o que meu colega geógrafo quis dizer com: tenho o meu ideal-filosófico-utópico.
E me redimo: Não precisamos planejar nossa interferência, interferimos! Pensando e agindo diferente.
É, já encontrei tanta gente que valhe a pena nessa vida!
28 Março 2007
Lutar!
Todas as disputas do mundo se tornaram lutas. Lutas no sentido violênto da palavra! As pessoas, castas, classes, grupos, entidades, organizações... todas as instituições sociais e indivíduos sociais lutam; mas cadê a construção? Porque a violência é necessária pra garantir que sejamos ouvidos? A luta é tão presente em nós que até entre duas pessoas lutamos, violamos, violentamos, estupramos... Qual o sentido disso? Perdemos nossa humanidade?
Melhor, valorizamos tanto nossa humanidade que apagamos a do próximo!?
Dizem que em terra de cego, quem tem olho é rei!
Ótimo! Alguém já pensou na solidão de ser o único a ver? De não poder compartilhar visões?
Lutar não precisa significar violência, submissão, opressão, gritaria...
Pode-se lutar sem oprimir, pode-se lutar construindo, respeitando.
Não gosto do mundo em que vivo, prefiro o mundo que idealizo.
Em busca da Terra do Nunca
(não tem nome, endereço ou CPF. São só devaneios de um momento inspirado)
Como pode parte de mim voar e parte ficar em terra?
Como pode minhas emoções estarem ligadas a algo que não conheço,
enquanto minha mente trabalha tanto pra conhecer onde meu corpo vive?
Qual a medida das coisas?
Sou capaz de sentir o cheiro... o sabor, a textura...
dos lugares que meu espirito visita, do lugar onde minha plenitude está.
Sigo numa busca imaginária. Procuro lugares que não estão no mapa,
que nenhum satélite é capaz de enxergar!
Será a Terra do Nunca? Tomara!
O J. Deep me fez voltar a acreditar na Terra do Nunca.
Um lugar mágico, onde todas as coisas belas da vida são possíveis,
onde alegria tem cheiro, onde prazer tem sabor...
E melhor, é um lugar que está em nós...
Mas tenho sentido minha Terra do Nunca longe de mim.
Penso nela como se fosse em outro lugar
Em outra pessoa.
Acho que vou sofrer....
Pensando bem, ela não está longe de mim,
está num lugar onde ninguém jamais esteve...
nem eu mesma! Num reino muito, muito distante.
Fusão, unicidade, energia, universo...
É assim que eu penso a minha Terra do Nunca.
terra de amor, onde posso criar e recriar o mundo,
onde posso beber alegria e transpirar esperança...
Onde posso respirar você e expirar amor.
Como se fosse urgente e preciso, a Terra do Nunca é pra mim
Por que lá guardei minha alma, junto da sua.
Lá, na terra do faz de conta, é onde fazemos de conta que o mundo é como é...
Mas onde podemos crescer, criar, viver, voar...
Onde podemos ser nós mesmos, onde tudo é permitido
por nós, somente por nós... E para nós!
Não sei seu nome, nem o meu.
Não temos identidade, temos simbiose
Reconheço-o pela palavra...
Pelo olhar...
Pelo cheiro...
Pelo tato...
Pelo sabor...
Não pela fisionomia, pelo passado, pelo dinheiro, pelo acaso...
Arrancaram minha alma de mim... ela foi no caminho da Terra do Nunca...
Fou seu espírito que fez isso!
Enquanto isso, minha mente fica aqui, esperando sua mente me achar e me seguir...
Ou me guiar.
Como pode parte de mim voar e parte ficar em terra?
Como pode minhas emoções estarem ligadas a algo que não conheço,
enquanto minha mente trabalha tanto pra conhecer onde meu corpo vive?
Qual a medida das coisas?
Sou capaz de sentir o cheiro... o sabor, a textura...
dos lugares que meu espirito visita, do lugar onde minha plenitude está.
Sigo numa busca imaginária. Procuro lugares que não estão no mapa,
que nenhum satélite é capaz de enxergar!
Será a Terra do Nunca? Tomara!
O J. Deep me fez voltar a acreditar na Terra do Nunca.
Um lugar mágico, onde todas as coisas belas da vida são possíveis,
onde alegria tem cheiro, onde prazer tem sabor...
E melhor, é um lugar que está em nós...
Mas tenho sentido minha Terra do Nunca longe de mim.
Penso nela como se fosse em outro lugar
Em outra pessoa.
Acho que vou sofrer....
Pensando bem, ela não está longe de mim,
está num lugar onde ninguém jamais esteve...
nem eu mesma! Num reino muito, muito distante.
Fusão, unicidade, energia, universo...
É assim que eu penso a minha Terra do Nunca.
terra de amor, onde posso criar e recriar o mundo,
onde posso beber alegria e transpirar esperança...
Onde posso respirar você e expirar amor.
Como se fosse urgente e preciso, a Terra do Nunca é pra mim
Por que lá guardei minha alma, junto da sua.
Lá, na terra do faz de conta, é onde fazemos de conta que o mundo é como é...
Mas onde podemos crescer, criar, viver, voar...
Onde podemos ser nós mesmos, onde tudo é permitido
por nós, somente por nós... E para nós!
Não sei seu nome, nem o meu.
Não temos identidade, temos simbiose
Reconheço-o pela palavra...
Pelo olhar...
Pelo cheiro...
Pelo tato...
Pelo sabor...
Não pela fisionomia, pelo passado, pelo dinheiro, pelo acaso...
Arrancaram minha alma de mim... ela foi no caminho da Terra do Nunca...
Fou seu espírito que fez isso!
Enquanto isso, minha mente fica aqui, esperando sua mente me achar e me seguir...
Ou me guiar.
26 Março 2007
Vinte e sete... curtos e longos... anos.
Vinte e sete anos... O que será que isso significa?
Acho que eu deveria saber quem sou, mas, voilá, eu não sei.
Só sei que penso coisas estranhas desde pequena, muitas paisagens, muitas marcas. Lembro-me de sair de ônibus com a minha mãe e ficar comprimentando todos os objetos que estavam no caminho... na volta, dava tchau. Contava os carros na rua. Gostava de observar as pessoas sem elas estarem notando, olhava tanto, tanto, que elas deixavam de ser humanas, viravam energia concentrada... louco não?
Sempre gostei de ver as pessoas, adorava ir ao centro de São Paulo, mas odiava ter que correr como eles... ahh, a minha mãe corre como eles, essa parte era chata!
Adorava folhear livros, desde pequena. Seu cheiro me fascinava... Adorava construir coisas, alterar coisas... Mas nunca fui muito popular... Assim ninguém nunca via o que eu construia.
Acho que eu deveria saber quem sou, mas, voilá, eu não sei.
Só sei que penso coisas estranhas desde pequena, muitas paisagens, muitas marcas. Lembro-me de sair de ônibus com a minha mãe e ficar comprimentando todos os objetos que estavam no caminho... na volta, dava tchau. Contava os carros na rua. Gostava de observar as pessoas sem elas estarem notando, olhava tanto, tanto, que elas deixavam de ser humanas, viravam energia concentrada... louco não?
Sempre gostei de ver as pessoas, adorava ir ao centro de São Paulo, mas odiava ter que correr como eles... ahh, a minha mãe corre como eles, essa parte era chata!
Adorava folhear livros, desde pequena. Seu cheiro me fascinava... Adorava construir coisas, alterar coisas... Mas nunca fui muito popular... Assim ninguém nunca via o que eu construia.
Minha imaginação era muito fértil, criava situações, questionava coisas iquestionáveis.
Hoje muitas delas são respondidas pela Geografia!
Sempre fui muito sensível às pessoas, via-as na rua, dormindo ou pedindo e me perguntava por que tinha que ser assim? Uma vez chorei por ver um velhinho pedindo pra lhe comprarem um chocolate.. ele dizia que era gostoso e barato... e eu estava observando ele do outro lado da rua... ele devia ter uns 70 anos. Chorei! Já estava na faculdade, decidi que ia me dedicar a melhorar a vida de gente como ele... Como? Não sei ainda.
Encontrei tanta gente boa na vida...
Já senti o sabor da felicidade, da dor, da amizade, do cuidado, do ódio.
Não sei quem sou ainda, mas sei que tenho uma boa vida... Estou lutando um bom combate.
Sem medo, com respeito, com coragem e aprendendo.
Senti o sabor exótico de transitar entre dois mundo, de romper uma membrana que me separava da consciência de mundo, de ser, do meu Eu!
Não tenho casa, mas tenho um lar! Meu corpo é meu lar! Onde eu estiver, estarei em casa...
Chega! Fazer aniversário é legal porque as pessoas querem falar com vc... Então deixa eu sair da frente desse pc e encontrar as pessoas! rsrsr
Hoje eu só quero que o dia termine, bem!
23 Março 2007
Amadurecimento
Estive pensando...
Não temos muito tempo pra crescer, né!
Parece que crescer, se desenvolver, tornar-se adulto, é trabalhar e comprar coisas...
Indigno.
Já fiz muita coisa, eu acho. Já trabalhei numa locadora de bairro, na clínica mais movimentada da cidade e numa multinacional tradicional... hoje, universidade pública. E ainda não tive tempo para digerir tudo o que aprendi. Sempre busco mais, claro! O espírito pesquisador me impulsiona. Mas acho que cheguei num ponto em que tenho que digerir tudo o que aprendi!
Lí muito, vi muita coisa, falei com muita gente, esperimentei muita coisa... será que a gente nunca tem tempo para parar? Para refletir? Para viver o mundo novo?
Aha.
Talvez minhas necessidades sejam muito diferentes. Talvez eu seja limitada.
Ou talvez a minha mente seja muito complexa. As vezes acho que fantasio até, parece que vejo coisas... será loucura? Uuuuu. Montros me assombram. Acho que preciso de férias, rsrsrsr.
Se não estivessemos tão preocupados em produzir muito, vencer, dinheiro... estariamos mais livres para amadurecer nossos pensamentos, vivermos uma boa vida. Não morreriamos de ataques cardíacos como hoje!
[eu já estou quase lá!]
Ahh, como a FAPESP encararia meus seis meses de retiro acadêmico?
Não temos muito tempo pra crescer, né!
Parece que crescer, se desenvolver, tornar-se adulto, é trabalhar e comprar coisas...
Indigno.
Já fiz muita coisa, eu acho. Já trabalhei numa locadora de bairro, na clínica mais movimentada da cidade e numa multinacional tradicional... hoje, universidade pública. E ainda não tive tempo para digerir tudo o que aprendi. Sempre busco mais, claro! O espírito pesquisador me impulsiona. Mas acho que cheguei num ponto em que tenho que digerir tudo o que aprendi!
Lí muito, vi muita coisa, falei com muita gente, esperimentei muita coisa... será que a gente nunca tem tempo para parar? Para refletir? Para viver o mundo novo?
Aha.
Talvez minhas necessidades sejam muito diferentes. Talvez eu seja limitada.
Ou talvez a minha mente seja muito complexa. As vezes acho que fantasio até, parece que vejo coisas... será loucura? Uuuuu. Montros me assombram. Acho que preciso de férias, rsrsrsr.
Se não estivessemos tão preocupados em produzir muito, vencer, dinheiro... estariamos mais livres para amadurecer nossos pensamentos, vivermos uma boa vida. Não morreriamos de ataques cardíacos como hoje!
[eu já estou quase lá!]
Ahh, como a FAPESP encararia meus seis meses de retiro acadêmico?
20 Março 2007
Ah o acaso...
Conceitualmente difícil de explicar,
Complexidade impossível de deter.
Muitos artistas já tentaram trabalhar com a temática do acaso,
mas não conheço um que tenha obtido sucesso.
Mas será que o acaso é tão acaso assim?
Ou será que há níveis de acaso?
Então quer dizer que o acaso é flexível, personalizado!?
Creio muito nessa opção.
Quantas vezes saí à procura de um bom papeador e não achei.
Será que eu estava nos lugares errados?
Possivelmente.
Andei por terrenos inóspitos à minha personificação de acaso.
Que coisa. No irreal encontra-se muitas coisas, até o real!
Colhi frutos de uma Safra rara, rsrsrs.
Quem paga o prazer de uma boa conversa?
Acaso? Acredite! Existe.
Deliciosamente regado de mistérios e descobertas.
Revelações...
O mundo maravilhoso da descoberta,
conhecimento,
definitivamente essa é minha dádiva e minha maldição!
Um prazer quase sexual.
Segundo Rousseau, o conhecimento é desgraça,
infelicidade, solidão!
Será?
Feliz aniversário!
Complexidade impossível de deter.
Muitos artistas já tentaram trabalhar com a temática do acaso,
mas não conheço um que tenha obtido sucesso.
Mas será que o acaso é tão acaso assim?
Ou será que há níveis de acaso?
Então quer dizer que o acaso é flexível, personalizado!?
Creio muito nessa opção.
Quantas vezes saí à procura de um bom papeador e não achei.
Será que eu estava nos lugares errados?
Possivelmente.
Andei por terrenos inóspitos à minha personificação de acaso.
Que coisa. No irreal encontra-se muitas coisas, até o real!
Colhi frutos de uma Safra rara, rsrsrs.
Quem paga o prazer de uma boa conversa?
Acaso? Acredite! Existe.
Deliciosamente regado de mistérios e descobertas.
Revelações...
O mundo maravilhoso da descoberta,
conhecimento,
definitivamente essa é minha dádiva e minha maldição!
Um prazer quase sexual.
Segundo Rousseau, o conhecimento é desgraça,
infelicidade, solidão!
Será?
Feliz aniversário!
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